(Leia ao som de Photograph do Ed Sheeran)

Consigo ouvir a sua respiração lenta e ritmada, eu já tentei prestar atenção nesse filme várias vezes durante esses 10 minutos mas a minha história preferida sempre foi a de nós dois, eu não tenho culpa. A história que talvez algum dia pudesse ter tido um final feliz, pra variar e riríamos de tudo isso. Você diz pra eu prestar atenção naquela cena em particular, e eu rio do seu entusiasmo, lembro de como quer me fazer entender o que acontece com os personagens com a maior paciência do mundo mesmo sabendo o que eu quero de você nesse momento. Já se perguntou o por que ? Já se perguntou o motivo de eu te deixar encostar a sua cabeça no meu colo e me tocar como se não fosse proibido a gente ainda precisar um do outro dessa forma ? Porque da mesma forma que o tempo não perdoa ele não é capaz de separar a gente. E mesmo quando separa, eu cometo o erro de ir até você

São caminhos que não são certos de se percorrer, são idas que acontecem mais do que as voltas e te pergunto, como ? Se sabemos exatamente onde nos achar quando nos perdemos um do outro. Eu sei mais o caminho pra sua casa do que pra minha, alguma parte de mim ainda te vê como lar e não deveria. Porque eu sei que isso não mostra pra você o por quê de dar certo e não deveria, porque depois de tanto tempo insistindo nisso eu não consigo mais acreditar. Mas é bom fingir, é bom fingir quantas vezes forem necessárias que podemos carregar um pouco um do outro sem se machucar. Mas machuca, mais em mim do que em você, mas eu suportei pra te ver dando nome a um sentimento que tenho escondido a muito tempo e te agradeço por ser o que me mata e o que me mantém viva ao mesmo tempo.

Porque no dia em que eu for embora e finalmente me permitir viver o que eu nunca vivi com você, sei que são desses momentos  que eu vou me lembrar de você, e lembrar das vezes que a gente se amou mesmo sem palavras, em que você riu e me mostrou que ai bem no fundo você ainda é você, e das vezes que te abracei mesmo sendo difícil me ter por perto e depois de tudo o que passamos ainda temos lembranças bonitas. E é difícil não querer voltar ao passado e viver tudo isso contigo de novo, mas eu lembro que o caminho certo é para frente. Então só me deixa ficar aqui mais um pouco, me deixa esquecer que pela manhã, e por várias outras que já se passaram foi a nossa última vez cometendo os mesmos erros que amamos cometer quando estamos juntos, me deixa recordar as fotografias que tenho de nós dois nesse mesmo momento, enquanto me abraça e fica comigo.

E eu juro que um dia posso ser capaz de te perdoar se começar a cumprir as suas promessas de anos atrás. Se começar a olhar pra frente e confiar em mim. Mas por enquanto deita aqui, apaga as luzes, eu vou te mostrar como é bom ficar mesmo não tendo ideia do que vai acontecer quando tentarmos esquecer. Outra vez.

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2 comentários sobre “Quando nem o tempo nos faz esquecer

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