Abro o celular e vejo mais de 100 prints na galeria, releio todos eles. Eu chorei junto com você e você comigo, a maior parte das vezes por pessoas que não nos mereciam e não souberam nos valorizar. Eu vi quando você estava feliz por achar que daquela vez seria diferente e quando me apresentou mais um cara eu o ameacei com um olhar de aviso. Porque com a gente sempre foi assim : quem nos machucasse iria sair ferido.  Ele não estaria só machucando uma de nós e sim as duas, porque no final, ficaríamos ali, naquelas incontáveis noites de choro sem acreditar que foi mais uma das vezes que alguém quebrou nosso coração. Mas sempre sobrevivemos para ter esperança de amar de novo, e estávamos juntas quando isso aconteceu.

Então quando seus relacionamentos acabaram, e os seus sorrisos se foram e você não conseguia ser forte, eu estava disposta a correr uma maratona por você e resgatar a sua felicidade, onde quer que ela estivesse naquele momento, porque a definição de sermos amigas é nunca estar ou se sentir sozinha, e sempre ter um lugar só nosso que pessoa nenhuma jamais iria roubar. Era o momento que a bad dava lugar ao ” se arruma que você não vai ficar em casa sofrendo por macho” e eu não pude estar mais feliz por ter alguém que me animasse tanto quanto você.

Eu rio porque nossas habilidades contam como detetives particulares e farejadoras de falsianes. E não tem nada que a gente não descubra se não quisermos. Isso vai da hora que ele foi ao banheiro de manhã até quando curtiu a foto de alguma garota que a gente nunca foi com a cara. Tivemos mais de mil planos postos em ação e diversas horas perdidas de sono para desabafarmos pelo mesmo motivo de novo naquela semana. São roupas suas na minha casa e as desculpas  que inventamos pra sair, são fotos que não pudemos postar por estarmos loucas mas são memórias que ninguém vai tirar da gente. É tudo o que sabemos que nunca vão saber, e a confiança que daqui a uns anos vamos estar repetindo essas mesmas histórias e contando pros nossos filhos.

Nunca te agradeci por tudo mas estou agradecendo agora. Pela sua loucura fazer parte da minha, por ter pego meu celular e não ter me deixado ligar pra ele, por ter me ouvido chorar bêbada e ter me levado pra casa. Pelos conselhos que eu não segui, e por não ter me julgado ao quebrar a cara mais uma vez e ter estado ali pra me ajudar a juntar os cacos mais uma vez. A gente não empresta só uma blusinha pro final semana, mas também o abraço que serve de conforto, a cama, o Netflix, o brigadeiro e as risadas. E a minha amiga, parceira é você, que nunca me abandonou e está comigo em todas as horas.

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