Leia ao som de Mercy do Shaw Mendes (porque é pra chorar).

Relacionamentos são difíceis. São duas pessoas com mundos diferentes que acabam colidindo e precisam se ajustar pra formar um só. A gente acha que a procura é sempre a parte mais difícil porque depois de diversos encontros marcados através do Tinder, e por alguma​ amiga sua que conhece um primo de um amigo que tem super a ver com o que você está procurando em alguém as esperanças vão sendo um pouco perdidas.

E daí você se conforma e diz que vai ficar sozinha por um tempo. Entra na academia, começa uma dieta nova, vai beber com seus amigos num barzinho, resolve fazer aquele passeio que a tempos queria mas estava só esperando a companhia pra ir, e decide fazer por conta própria. Até que alguém acontece. Na metade do seu caminho quando você se conforma que ficar sozinha também é bom, e que a vida de solteira tem lá suas vantagens, alguém resolve aparecer e te mostrar que consegue ser uma boa companhia na sua caminhada.

A partir disso, começam os jantares e as idas para a casa um do outro para dormirem juntos e você já tem uma toalha lá e ele, um casaco na sua casa.  Voce já conhece a família dele e ele, o seu cachorro. As mensagens de boa noite nunca deixam de ser enviadas e vocês fazem planos pro final de semana daqui até o Natal. As piadas internas e tudo que demorou a ser construído de repente ficam com cor e tomam forma, uma forma bonita que a sua vida tinha deixado de ter a um tempo, por que quem não gosta de um novo amor que preenche um espaço vazio na cama e no coração ?

Até que as coisas que eram quentes vão pra morno e do nada você se vê no meio de um deserto de gelo em que tudo perdeu a graça e você não faz a mínima ideia de como parou lá, e se pergunta onde está a outra pessoa e se ela também está se sentindo como se as coisas tivessem perdido o sentido de ser. As brigas, as cobranças, o fato de ninguém se entender, um simples ritual que foi perdido com o passar do tempo. E a queda do pedastal do relacionamento perfeito no qual você dizia estar pronta, mais madura e super firme, é a mais dolorosa. E ainda assim, ninguém quer perder nada do que já foi bom um dia.

E eu cheguei a conclusão que ninguém pode fugir dessa regra. Nem do desamor. Nem eu. E assim como todo mundo, não quero ter que implorar por amor. Não quero ter que esperar por reciprocidade. Eu quero coisas simples, como chegar em casa e ver uma mensagem perguntando se eu cheguei bem e que mesmo com o cansaço e com a rotina apertada ele vai estar cruzando a cidade de bicicleta pra vir me ver sem eu estar esperando. Grandes gestos só fazem a diferença nos filmes porque na vida real se todos resolverem cultivar um pouquinho de atenção e amor ao próximo alguns amores seriam melhores e mais fortes.

Relacionamentos se tornam difíceis quando você não repara que ela cortou o cabelo e que a camisa dele é nova. Quando se ver se torna uma obrigação e não um prazer, e quando já não importa pedir desculpas depois de uma briga ou não. É doloroso esperar por aquela mensagem que não chega e ver que o sentimento já não é mais tão forte e não causa borboletas no estômago. Se torna um fardo difícil de se carregar porque faltou dividir de forma igual a amizade, a cumplicicidade e o companherismo. E não existe relação que resista a um se doando 70% e o outro só 30%. Repito : não existe. É egoista demais aceitar de menos enquanto voce dá mais do que pode.

Então não implore por amor, restaure-o, mas não sozinho, com pequenas coisas do dia-a-dia que fazem a diferença. Não espere que o outro veja o que pra você está claro : que amor serve pra acrescentar e não diminuir. E ainda assim, mesmo se não der certo, dá pra começar tudo de novo, chorar vendo 500 dias com ela, visitar lugares novos e se amar em primeiro lugar. Até que outro alguém apareça e decida te amar e te dar o que você merece até que a procura por um amor que te complete e não que apenas preencha os lugares vazios, finalmente acabe.

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