Se teve uma coisa que eu aprendi nesses últimos meses foi que as coisas acontecem quando menos se espera. Desde as boas, como a aprovação na faculdade ou ruins, como perder alguém importante pra você. Durante um tempo eu pude amadurecer (tá, mas nem tanto), errando e acertando, amando e ‘desamando’, me enchendo de expectativas e vendo cada uma delas irem por água a baixo. Perdoei e pude ser perdoada, e deixei pra trás uma porção de gente que não acrescentava mais. Fui atrás da felicidade sem nem saber o que ela estava vestindo e como iria encontrá-la.

Daí resolvi que não queria mais namorar porque sofrer por amor (ou amores) já bastava por um bom tempo. E eu, sempre vivi namorando, pulando de relacionamentos em relacionamentos sem dar uma pausa para o que eu realmente queria e precisava, e hoje vejo que isso foi ‘uó’ da minha parte. Mas justo quando o coração aquieta novamente e aprende a bater sozinho, aparece alguém (pra te testar) e trazer a possibilidade de mexer no que tava arrumado e em ordem, disposto a trocar o status de solteira e fazer com que possam aproveitar a vida juntos. Mas pera lá, quem disse que é isso que eu quero ?

O  problema não é você, sou eu (de verdade, não é você mesmo). O problema é que eu tive muitas decepções, e dei ‘pt’ nas escadarias da Lapa e liguei pro meu ex na madrugada chorando pedindo pra que a gente se desse mais uma chance. E ele não me atender foi a melhor coisa que me aconteceu. Sabe por que ? Porque eu me reergui, e passei a acreditar mais no amor e não foi o dele, nem nos que vieram depois dele e sim o meu. E posso dizer que tá sendo uma das melhores coisas que me aconteceram ultimamente.

Eu passei a usar batom vermelho e salto alto, passei a rir sem sentir vergonha e pude dançar a noite toda até meus pés doerem. Fui a shows que sempre tive vontade, cheguei em casa de manhã com muitas histórias pra contar e maratonei uma série gigante do Netflix, e o melhor ? Dormi com a consciência tranquila de quem não está ansiosa pra encontrar o amor da minha vida no dia seguinte e nem nos que virão a seguir.

Então não é que eu não acredite em relacionamentos e nem que esteja me fechando pra ideia  do amor e muito menos não queira conhecer outras pessoas pra tomar um café num dia chuvoso. Eu me rendo a ursinhos de 2 metros de alturas e todo o romantismo de achar o meu ‘The One’, a minha ‘Yellow umbrella’ ou alguém por quem eu roubaria toda uma orquestra. Mas antes, eu preciso viajar pelo mundo, morar na Argentina, conhecer alguns caras errados e viver sozinha com meus cachorros.

E aí sim, e só depois, me acostumar com a ideia de ter alguém pra dividir meu cobertor, meus sonhos e todo um futuro pela frente, com todo o clichê. Preciso me tornar a pessoa interessante que eu gostaria que alguém conhecesse no futuro e se apaixonasse a ponto de nunca mais deixar ir. Mas por enquanto, eu sou a personagem principal da minha própria história e vou continuar fazendo questão de ser.

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